Funcionário também é ‘público-alvo’

Em ocasiões distintas em minha carreira, tive duas passagens por instituições financeiras. Na primeira, ainda me recordo da atitude de um gerente comercial que concedeu a todos os funcionários sob sua gestão o direito a utilizar cheque especial, contrato de financiamento de compras e cartão de crédito, produtos vinculados ao risco de cada perfil do cliente-funcionário.

Em condições normais, nenhum dos colaboradores alcançaria status suficiente para ter acesso a esses produtos. Além de envolver a equipe com a demonstração de sua confiança, criando consciência e responsabilidade em todos nós, a atitude daquele gerente possibilitou que compreendêssemos melhor as vantagens e características daqueles produtos. Os resultados foram surpreendentes: a equipe tornou-se destaque por meses consecutivos em campanhas comerciais que incluíam outros escritórios do grupo e o nível de satisfação dos clientes aumentou significativamente, pois adquiriam produtos com todas as informações essenciais, evitando cancelamentos desnecessários. Compreender o que a empresa vende, para quem vende e por que vende, é um passo que leva ao sucesso do negócio.

Por outro lado, cinco anos depois, vivenciei em uma outra instituição financeira o oposto: depois de participar ativamente da elaboração de uma campanha para lançamento de um cartão de crédito, procurei, por conta própria, adquirir o produto para utilizá-lo e compreender, como cliente, o seu uso e vantagens para então aperfeiçoar o processo de comunicação e fornecer subsídios ao marketing. Minha proposta de adesão, que passou por análise de crédito na própria empresa, foi sumariamente negada. O motivo? “Como funcionário, você não é target para o produto”.

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