Reinvenção virou métrica de desempenho
- Luiz Santiago

- 18 de mar.
- 1 min de leitura

Complexidade deixou de ser cenário. Virou contexto estrutural.
No relatório “Liderando em meio à incerteza na era da IA”, a PwC consolida os resultados da 29ª Pesquisa Global de CEOs 2026, com 4.454 líderes em 95 países, e evidencia um paradoxo relevante: menos confiança no curto prazo e mais intensidade nos movimentos de reinvenção.
Os números ajudam a dimensionar essa tensão: 30% já registram aumento de receita com IA, mas 56% ainda não capturaram retorno financeiro relevante. Ao mesmo tempo, 42% passaram a competir em novos setores nos últimos cinco anos, enquanto 66% relatam preocupações recentes relacionadas à confiança de stakeholders.
Mesmo diante de volatilidade macroeconômica, risco cibernético e tensões geopolíticas, as empresas mais dinâmicas superam as cautelosas em crescimento e margem.
Outro dado chama atenção: CEOs dedicam quase metade do tempo a temas com horizonte inferior a um ano, enquanto apenas 16% vão para iniciativas acima de cinco anos. A tirania do urgente segue pressionando agendas estratégicas.
A questão não é apenas como adotar IA ou buscar novas fronteiras de crescimento. É como equilibrar execução imediata e transformação estrutural sem comprometer confiança, margem e sustentabilidade.
Em resumo, reinvenção deixou de ser discurso. Tornou-se variável de desempenho.




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