E sem o seu trabalho…

Quase na virada do ano, um comentário infeliz do âncora Boris Casoy no Jornal da Band, em vazamento de áudio do telejornal, ofendeu a todos os trabalhadores que atuam como garis e, por tabela, os demais telespectadores. Lamentável que tenha sido assim, mesmo com o pedido de desculpas feito no dia seguinte, primeiro dia de 2010.

Não tem tanto tempo, um concurso para preenchimento de vagas de gari no Rio de Janeiro atraiu milhares de candidatos com as mais diversas formações e títulos, entre os quais mestres e doutores. Reconheça-se que uma oportunidade de trabalho, seja qual for, é uma forma digna para se ganhar o próprio sustento e contribuir para o desenvolvimento econômico de um país. Foram, aliás, 3.800 garis, no mesmo Rio de Janeiro que citei, que recolheram ontem o equivalente a 522 toneladas de lixo na orla e pistas da cidade, o que eleva a importância da categoria quando o assunto é também saúde pública.

Se essa função é  “a mais baixa da escala do trabalho”, como comentou Casoy, continua sendo um trabalho digno do mesmo jeito. Quem não se lembra do Renato Sorriso, no carnaval carioca? Isso me faz acreditar que toda categoria profissional é formada por pessoas que amam o que fazem e se sentem honradas por isso – e às vezes não. Dignidade não é algo que se aprende unicamente por educação na escola, mas na vida em família e em sociedade – e com a distinção que  só o ser humano é capaz de estabelecer entre o certo e o errado. Tal como acontece com a formação do caráter no respeito às pessoas.

Agradeço aos garis da reportagem do Jornal da Band pelos votos de um Feliz Ano Novo “com muito trabalho”. A vocês também, um novo ano de muitas realizações.


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